Nunca fui muito de palavras de consolo. Nunca senti tanta a necessidade de ouvi-las, porém. Hoje me despesso de uma pessoa que um dia foi um grande amigo. Depois de anos de tratamento e de luta contra o linfoma, Diogo faleceu.
Não me lembro direito da última vez que nos vimos no colégio. Eu devia estar com pressa correndo atrás das provas, aulas particulares e cursos de linguagem arquitetônica. Eu deveria ter dado mais atenção a ele. Muitas vezes fui impaciente com seu jeito infantil e brincadeiras de mau-gosto talvez por não admitir que uma doença da gravidade que era a dele afetasse tanto o desenvolvimento de uma pessoa.
Diogo encantou-se assim como riu, chorou e viveu. Uma grande perda, de fato. Suas ideias eram realmente maravilhosas, teria sido um excelente diplomata. Sabia argumentar, se portar, era um amigo fiel.
Obrigado, Diogão. Me desculpe.





